
Abri os olhos.Caia sem parar em um grande precipício onde do chão nada se via.Não sabia onde estava, muito menos se caia.As paredes se aproximavam.Havia globos de luzes, presos por canos de ferro que saiam do final daquele precipício (se é que havia um final), mas não conseguiam iluminar aquele fundo escuro. O espaço diminuía cada vez mais conforme caia.A partir daí, já não me preocupei mais com nada: nem com a queda, nem aonde ela iria me levar; mas sim, se aquelas paredes rochosas iriam me esmagar.Fechei os olhos e o vazio tomou conta da minha mente. Abri-os novamente, e já não caia mais.Encontrei-me deitado em um chão escuro, onde parecia ser um rio onde as águas não corriam mais, mas que levava a algum lugar.Era aquilo o que parecia ser o fim da interminável queda: um caminho de pequenas pedras pretas, que de tão juntas, se transformava numa coisa só.
As paredes, já não se aproximavam mais.Ficaram lisas e de um tamanho bem menor.Ao longo daquele caminho, as paredes possuíam entradas, cada uma com cores diferentes, como se uma tentasse mais que a outra me convidar a entrar.Era tentador.
Havia acordado? Se havia, não sabia se era de um sonho ou de uma realidade.