Espalhada nas entradas das paredes, uma película transparente cheia de reflexos separava, e ao mesmo tempo não, o dentro e o fora. Dentro, que só existia olhando de fora, não levava a lugar nenhum: uma sala sem saída, que era mais um cubo dentro daquele outro. Fora, a película parecia tão fina e delicada que uma leve brisa poderia rompê-la, mas era grossa o suficiente para não deixar ventania alguma passar.
Sua transparência e reflexo me iludiam, não sabia o que estava dentro e o que estava fora. Com isso, podia me ver lá dentro estando a olhar de fora.