Chovia. Eu partia em direção àquele caminho escuro, onde seu fim o olhar não alcançava. Outros o cruzavam em um ritmo infinito.
Olhando em direção ao alto, ao longe, esse ritmo continuava. Era como se aquele caminho fizesse uma curva em direção ao céu, formando um grande bloco alongado. De onde ele surgia, nada sabia. Sua origem era incerta, assim como a de um arco-íris no céu azul.Era tudo muito confuso.
Tinha a impressão de que esses grandes blocos verticais mudavam, pois hora pareciam tão pesados e difíceis de não serem notados, e outras eram leves e imperceptíveis. Quando ficavam desta maneira, se misturavam ao céu, refletindo-o em suas laterais, imitando-o, como se tentasse fazer desaparecer com sua notória presença.
As ritmadas e incessantes linhas, tanto horizontais quanto verticais, estavam por todos os cantos. Sejam nos caminhos que se cruzavam até o longe, nos grandes blocos verticais que pareciam continuá-los; nos pingos de chuva que caiam e em todas as linhas que cruzavam o piso daquele chão. Faziam com que qualquer um se confundisse, tendo sempre a sensação desesperadora de estar perdido, de voltar sempre no mesmo lugar, ou estar dentro um labirinto.